Abstract:
Aderência à linha de pesquisa: este estudo seguiu a Estratégia, Inovação e Competitividade
que abordaram o contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a forma como uma
escola da rede pública trabalha para Ensinar a Educação Financeira (EF) aos jovens e adultos.
Foi questionada qual a avaliação do conteúdo sobre educação financeira explorado na EJA
de uma escola pertencente à rede pública estadual de Belo Horizonte, Minas Gerais, na
perspectiva dos professores e dos alunos. Objetivo: analisar os critérios explorados nas
atividades didáticas de uma escola da rede pública de Belo Horizonte, Minas Gerais, em
relação à Educação Financeira no EJA, na perspectiva dos professores e alunos da Escola
Estadual Três Poderes sobre o desenvolvimento dos estudantes em conhecimento financeiro
e gestão das suas finanças. Teorias: foram apresentados os pressupostos teóricos acerca da
educação e alfabetização financeiras; a educação financeira; a inclusão financeira; e a
formação, gestão de risco, inovação e desempenho no cotidiano das pessoas, além da cultura
da educação financeira no contexto da EJA, em consonância com a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC). Métodos: foi adotada a metodologia da revisão bibliográfica e da
pesquisa de campo, que contou com a aplicação de questionários estruturados para
compreender a proposta das atividades relacionadas à Educação Financeira ministrada aos
alunos da EJA de uma escola estadual tomada como estudo de caso. Também foram
realizadas entrevistas semiestruturadas com quatro professores, para saber a percepção deles
sobre o que é explorado nas aulas envolvendo a educação financeira e a receptividade dos
alunos. Ao combinar a análise de dados quantitativos dos questionários estruturados dos
alunos com a análise qualitativa das entrevistas semiestruturadas dos professores, foi possível
obter uma visão mais abrangente sobre a importância da disciplina Educação Financeira.
Resultados: os alunos, em sua maioria, consideram as aulas de Educação Financeira úteis,
mas muitos sentem que os conteúdos abordados ainda são insuficientes para que possam
aplicar efetivamente o que aprendem em suas vidas financeiras. Os professores acreditam
que o conteúdo explorado em sala de aula cobre os aspectos essenciais da educação
financeira, mas reconhecem que os desafios enfrentados pelos alunos fora da escola limitam
a eficácia desse ensino. Também foi destacada a importância de uma formação continuada
dos professores para que possam atualizar e diversificar suas abordagens pedagógicas,
adaptando-as às necessidades específicas dos alunos da EJA. Contribuições teóricas: foi
possível constatar que tanto professores quanto alunos reconhecem a importância da
Educação Financeira no desenvolvimento da autogestão financeira. Os alunos demonstraram
entendimento básico sobre finanças pessoais, mas apontaram dificuldades em aplicar esses
conceitos de maneira eficaz em seu dia a dia. Muitos relataram que, embora entendam a
importância de controlar gastos e poupar, as limitações econômicas e a falta de planejamento
financeiro estruturado continuam sendo desafios significativos. Contribuições sociais: ao
comparar as percepções de alunos e professores, observam-se tanto convergências quanto
divergências. Ambos os grupos reconhecem a relevância da educação financeira, mas
divergem quanto à adequação do conteúdo e à eficácia das aulas em promover mudanças
comportamentais significativas. Enquanto os professores acreditam que o conteúdo é
adequado, os alunos sentem que precisam de mais ferramentas práticas para aplicar o que
aprendem.